Outros outubros
Sobre os que andaram e ficaram
Não importam outros corpos
Nem os meus que já perdi
Tanto os que escaparam
Quanto aos que ao absurdo cedi
Pois a soma daquilo que descubro
Nos setembros místicos
Me deixa o entendimento artístico
De que ainda me pertencem os outubros

É bem isso mesmo. Abandonamo-nos e resgatamo-nos sempre, a cada momento. A cada mês nos preparamos para o mês seguinte. Exatamente porque um mês não consegue nos conter, nos descobrimentos artísticos da existência.